Emanuelzinho critica proposta de transição e cobra fim imediato da jornada 6×1

O deputado federal Emanuelzinho Pinheiro voltou a defender o fim da escala 6×1 e fez duras críticas à proposta de emenda que prevê um período de transição de dez anos para a mudança na jornada de trabalho. Em publicação nas redes sociais, o parlamentar afirmou que os trabalhadores não podem esperar mais uma década por mudanças que considera urgentes.
A proposta debatida nacionalmente também prevê possibilidade de negociação da jornada de trabalho e benefícios fiscais ao setor produtivo, pontos que vêm dividindo opiniões entre parlamentares e representantes do setor empresarial. Emanuelzinho, no entanto, reforçou posição contrária ao texto.
“O trabalhador não pode esperar mais 10 anos. A luta pelo fim da escala 6×1 e pela jornada de 40 horas semanais é uma questão de dignidade, saúde e respeito a quem move Mato Grosso e o Brasil. É um avanço civilizatório que precisamos conquistar agora”, declarou o deputado.
Na publicação, Emanuelzinho também destacou que foi o único integrante da bancada federal de Mato Grosso a não assinar a emenda que adia a mudança. “Meu lado é o lado de quem trabalha e produz. Não vamos recuar. O fim da escala 6×1 é um avanço urgente. Cobrem, pressionem e defendam o seu futuro”, afirmou.
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O posicionamento do parlamentar reacende o debate sobre as condições de trabalho no país e sobre a redução da jornada semanal, pauta que ganhou força nos últimos meses em meio às discussões sobre saúde mental, produtividade e qualidade de vida dos trabalhadores brasileiros.
Defensores da proposta afirmam que a mudança pode garantir melhores condições de descanso e equilíbrio entre vida pessoal e profissional. Já setores empresariais demonstram preocupação com possíveis impactos econômicos e custos adicionais para empresas.
Mesmo diante das divergências, Emanuelzinho mantém o discurso de pressão pela aprovação imediata da medida e tem utilizado as redes sociais para mobilizar trabalhadores e ampliar o debate sobre a revisão da jornada de trabalho no Brasil.
(Richelly Alves / Da redação)






