Ilde diz ter 13 votos para Mesa e não crê em traição de aliados

O vereador Ilde Taques (Podemos) afirmou que já conta com 13 votos firmes, entre os 27 vereadores, na disputa pela presidência da Mesa Diretora da Câmara de Cuiabá para o biênio 2027/2028, e disse não acreditar em traição dentro do grupo que apoia sua candidatura.
“Eu sou contra você mudar o jogo nas vésperas da eleição”
Segundo ele, além dos apoios já consolidados, outros três vereadores demonstraram simpatia pelo projeto, mas aguardam a definição sobre uma eventual mudança no regimento interno da Casa para oficializar posicionamento.
Anteriormente, o vereador havia dito que contava com 17 votos na Câmara. No entanto, com a presidente Paula Calil (PL) admitindo a possibilidade de disputar a reeleição, o cenário passou a ser mais competitivo.
“Hoje nós temos 13 votos firmes e mais uns três simpáticos a esse projeto. Como nós não sabemos se a Paula [Calil] é candidata ou não, esses três vereadores ainda estão esperando um momento apropriado para declarar apoio a mim”, afirmou à imprensa nesta terça-feira (19).
Nas últimas semanas, as articulações para alterar o regimento da Câmara e permitir a reeleição de Paula ganharam força, já que as regras atuais da Casa impedem recondução dentro da mesma legislatura.
A presidente tenta reunir 18 votos para aprovar o projeto que permitirá que seu nome entre na disputa.
Apesar de afirmar que não é contra uma eventual candidatura de Paula, Ilde criticou a tentativa de alterar as regras às vésperas da eleição, marcada para agosto.
“Eu sou contra você mudar o jogo nas vésperas da eleição. Se realmente houvesse esse desejo, essa vontade, eu acho que teria que ser mudado lá atrás”, disse.
Apoio consolidado
Mesmo a três meses do pleito, Ilde afirmou estar confiante na fidelidade dos parlamentares que hoje integram seu grupo na disputa pelo comando da Mesa e não vê possibilidade de redução no número de apoios.
“Não acredito em traição, não. Estou muito confiante em todos os vereadores que estão acreditando no Ilde Taques. O Eduardo [Magalhães] é o vice-presidente também. Eu não acredito, pelo caráter que conheço deles, que haverá algum tipo de traição”, afirmou.
Ele relatou que mantém diálogo diário para garantir alinhamento e fortalecer o grupo político formado em torno de sua chapa.
“Praticamente a nossa chapa está fechada. É eleição, você tem que conversar diariamente, dialogar muito e falar sobre os seus projetos para a Casa”, completou.
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(MidiaNews)






