Governo defende fim da escala 6×1 para reduzir desigualdade no trabalho

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu nesta terça-feira (12), na Câmara dos Deputados, que a redução da jornada de trabalho pode ajudar a diminuir desigualdades sociais no país. A declaração foi feita durante debate sobre a PEC que propõe o fim da escala 6×1, modelo com seis dias de trabalho para um de descanso.
Segundo Durigan, os trabalhadores submetidos a essa jornada têm, em geral, menor renda, baixa escolaridade e são majoritariamente negros. O ministro afirmou ainda que grande parte dos setores intensivos em mão de obra, como construção civil, serviços e agronegócio, já adota escalas de cinco dias de trabalho e dois de descanso.
Durante a audiência, representantes de diferentes setores divergiram sobre os impactos da proposta. O pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Felipe Vella Pateo, afirmou que trabalhadores da escala 6×1 recebem, em média, R$ 2,6 mil por mês, enquanto os que atuam em jornadas de 40 horas semanais têm renda média de R$ 6 mil. Já o economista Fábio Pina alertou para possíveis efeitos negativos, como aumento de custos, inflação e desemprego.
O professor José Dari Krein afirmou que experiências internacionais indicam aumento de produtividade e redução de afastamentos em países que diminuíram a jornada semanal. Parlamentares favoráveis à proposta também defenderam que a redução da carga de trabalho pode ajudar a diminuir doenças ocupacionais e melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores.
(Redação RDM Online)






