Candidata à presidência do CRMV propõe gestão compartilhada por homens e mulheres

Desde a fundação do Conselho Regional de Medicina Veterinária de Mato Grosso (CRMV-MT), em 1969, uma instituição tem sido historicamente liderada por homens. Durante mais de cinco décadas, a autarquia cumpriu um papel fundamental no desenvolvimento e na fiscalização das áreas, mas manteve uma tradição que reflete padrões de épocas passadas. No momento atual, no entanto, o cenário convida a uma transformação inclusiva e necessária, e a candidata à presidência do CRMV-MT, Daniella Bueno, acredita em uma gestão participativa, formada pela união e pela complementaridade entre lideranças femininas e masculinas. “A verdadeira força da nossa classe reside na união. Precisamos de homens e mulheres trabalhando lado a lado para fortalecer a Medicina Veterinária e a Zootecnia”, afirma Daniella. Afinal, as profissões são construídas todos os dias também por mãos femininas, de mulheres que cuidam, lideram, pesquisam, ensinam e transformam o setor, elevando os padrões de cuidados com a saúde animal e a produção agropecuária sustentável com extrema competência, empatia e dedicação.
O mercado agropecuário e de saúde animal em Mato Grosso é movimentado por uma força de trabalho robusta, altamente comprometida e cada vez mais diversificada. Atualmente, o estado conta com um cenário significativo de profissionais registrados, totalizando 6.026 pessoas, sendo 5.367 médicos veterinários e 659 zootecnistas. Desse contingente, 2.846 são mulheres que atuam na Medicina Veterinária. Essa representação expressiva reflete não apenas o aumento do acesso das mulheres ao ensino superior, mas também o seu posicionamento, firmando-as como líderes de opinião, pesquisadoras e gestoras de clínicas, hospitais veterinários e propriedades rurais.
Reforçando a importância dessa representatividade, Daniella Bueno destaca a necessidade de um olhar mais humanizado sobre a administração do conselho. Segundo a candidatura, a liderança feminina no CRMV-MT pode provar que a condução da Medicina Veterinária e da Zootecnia, além de ciência e técnica, também pode ser realizada com humanidade, sensibilidade e inovação. “A presença das mulheres na diretoria não é apenas uma questão de ocupar espaço, mas um diferencial que traz uma abordagem de acolhimento e uma visão moderna de futuro para o nosso setor”, ressalta Daniella.
Para que essa mudança seja real, inovadora e rigorosa, o projeto defende uma estruturação de três pilares fundamentais. O primeiro é a criação do Programa Mulher na Liderança Profissional, uma iniciativa voltada para estimular o protagonismo feminino por meio de rodas de conversa, mentorias com profissionais que já estão em posições de destaque e painéis em eventos técnicos específicos para o público feminino. O segundo pilar é o reconhecimento institucional anual, com o objetivo de valorizar as trajetórias de referência no estado, destacando quem se dedica à educação, à sanidade animal, à clínica, à zootecnia e ao gerenciamento. Por fim, o terceiro pilar propõe a instalação da Comissão Estadual de Valorização da Mulher Médica Veterinária e Zootecnista, um órgão estratégico que já existe em nível federal, no âmbito do Conselho Federal de Medicina Veterinária, mas que ainda precisa ser implementado de forma eficaz em Mato Grosso para combater desigualdades, defender os direitos femininos e estimular a participação das mulheres nos processos decisórios do Conselho. “Queremos um conselho que integre saberes, categorias, gêneros e que represente verdadeiramente a realidade das profissões em nosso estado”, conclui Daniella.
Para que essa mudança seja real, inovadora e rigorosa, o projeto defende uma estruturação de três pilares fundamentais. O primeiro é a criação do Programa Mulher na Liderança Profissional, uma iniciativa voltada para estimular o protagonismo feminino por meio de rodas de conversa, mentorias com profissionais que já estão em posições de destaque e painéis em eventos técnicos específicos para o público feminino. O segundo pilar é o reconhecimento institucional anual, com o objetivo de valorizar as trajetórias de referência no estado, destacando quem se dedica à educação, à sanidade animal, à clínica, à zootecnia e ao gerenciamento. Por fim, o terceiro pilar propõe a instalação da Comissão Estadual de Valorização da Mulher Médica Veterinária e Zootecnista, um órgão estratégico que já existe em nível federal, no âmbito do Conselho Federal de Medicina Veterinária, mas que ainda precisa ser implementado de forma eficaz em Mato Grosso para combater desigualdades, defender os direitos femininos e estimular a participação das mulheres nos processos decisórios do Conselho. “Queremos um conselho que integre saberes, categorias, gêneros e que represente verdadeiramente a realidade das profissões em nosso estado”, conclui Daniella.
(Da Redação)






