“Hoje não sou candidata”, diz Paula Calil sobre comando da Mesa Diretora da Câmara

A presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, vereadora Paula Calil (PL), voltou a falar sobre a disputa pela sucessão da Mesa Diretora nesta terça-feira (24) e adotou tom de cautela diante da possibilidade de concorrer à reeleição. Embora tenha afirmado que “hoje não é candidata”, a parlamentar sinalizou que a decisão dependerá de um consenso entre os colegas vereadores nos próximos meses.
“Eu penso que a Mesa Diretora, quando você está aqui, está fazendo um trabalho. Se você vem desenvolvendo um bom trabalho, se há um consenso dos vereadores em apoiar um atual presidente – não estou referindo a minha pessoa – eu não sou contra, porque é um tempo para a pessoa dar continuidade aos trabalhos”, declarou.
Apesar de não descartar a própria candidatura, Paula reforçou que ainda não há conversas formais sobre o tema e que pretende ouvir todos os parlamentares para construir um consenso. As eleições para a Mesa Diretora estão previstas para agosto.
“Eu acredito que todos os vereadores que se colocaram à minha disposição têm condições de dar continuidade aos trabalhos que nós começamos”, afirmou, citando nominalmente os vereadores Ilde Taques (Podemos) e Dilemário Alencar (União Brasil) – este último já com apoio declarado do prefeito Abílio.
A presidente também minimizou o fato de ter dito anteriormente que não tinha interesse em mudar o regimento interno para disputar a reeleição. Segundo ela, aquela posição ainda se mantém, mas a eventual candidatura não dependeria de alteração regimental, e sim do apoio do colegiado.
“Vamos trabalhar para chegar a um consenso. Faltam cinco meses praticamente para as eleições”, resumiu Paula, ao ser questionada se reconsiderava a posição de não abrir mão do cargo.
Agora, especialmente após o prefeito Abílio Brunini (PL) sinalizar apoio à sua permanência no comando do Legislativo, a presidente passou a considerar a reeleição como possibilidade – contrariando a própria declaração da última semana, quando disse que não tinha “sede pelo poder” e que não pretendia alterar o regimento interno da Casa para disputar um novo mandato.






