Emanuelzinho critica CPI na Câmara e diz: “Palco eleitoreiro da extrema-direita”

O deputado federal Emanuelzinho (MDB), vice-líder do governo Lula (PT) e único integrante da bancada de Mato Grosso na Câmara dos Deputados que não assinou o requerimento para instalação da CPI do Banco Master, afirma que a extrema-direita quer transformar a eventual investigação em “palco eleitoreiro”. Por isso, defende que a comissão seja composta por representantes de todos os espectros políticos, e não somente pela oposição.
“CPI dominada pela extrema-direita em ano eleitoral é transformar uma coisa muito séria, que é a investigação sobre o caso Banco Master, em palco eleitoreiro. É necessário que governo e oposição se reúnam, juntamente com o presidente da Câmara, Hugo Motta, para uma CPI equilibrada, distribuindo entre presidente e relator todos os espectros políticos, para que a CPI não acabe em pizza ou vire instrumento eleitoral. Vou propor isso no Colégio de Líderes assim que iniciarem as atividades legislativas”, disse Emanuelzinho ao .
A CPI do Banco Master, que conta com apoio da maioria da bancada de Mato Grosso, tanto na Câmara dos Deputados quanto no Senado, já enfrenta resistência do Centrão, segundo reportagem do Metrópoles, parceiro do . Isso porque parte do grupo mantém proximidade com Daniel Vorcaro, dono da instituição.
A possível instalação da CPI ganhou fôlego com a segunda fase da Operação Compliance Zero. A Polícia Federal apura um esquema de fraudes ligado ao Banco Master.
Após as denúncias, foram apresentados diversos requerimentos de criação de comissões nas duas Casas do Congresso. Na Câmara, o principal é de autoria do deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ), enquanto, no Senado, um requerimento foi apresentado pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE).
Assinaturas
Da bancada mato-grossense, os deputados federais Coronel Assis (União Brasil), Coronel Fernanda (PL), Gisela Simona (União Brasil), José Medeiros (PL), Juarez Costa (MDB), Nelson Barbudo (PL) e Rodrigo da Zaeli (PL) apoiam a instalação da CPI. No Senado, o pedido conta com as assinaturas dos senadores Jayme Campos (União Brasil) e Wellington Fagundes (PL). José Lacerda (PSD), suplente do ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro (PSD), optou por não assinar.
(Rdnews)






