Max chama tarifaço de Trump contra o Brasil de ‘decisão louca’ e defende reação diplomática firme

O presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi (PSB), criticou a decisão do presidente dos
Estados Unidos, Donald Trump, de impor novas tarifas sobre produtos exportados pelo Brasil.
A medida, prevista para entrar em vigor a partir de 1º de agosto, foi classificada pelo parlamentar como “louca” e tomada sem qualquer critério técnico. Russi disse não compreender os motivos por trás da medida americana e cobrou uma reação firme, mas diplomática, do governo brasileiro para evitar prejuízos à economia nacional e à geração de empregos.
“Eu confesso que não entendo isso. Sinceramente, não entendi a cabeça do presidente americano. Acho que ele foi muito infeliz, uma decisão louca, digamos assim”, declarou. Max também apontou que, ao contrário do que a medida sugere, os Estados Unidos são os principais beneficiários da relação comercial com o Brasil, já que exportam mais para o país do que importam.
“Os Estados Unidos vendem para o Brasil muito mais do que compram. A balança comercial é positiva em favor dos Estados Unidos. Então, ele tomou uma decisão sem critério técnico nenhum, da cabeça dele”, criticou. Apesar do anúncio feito por Trump, Russi disse esperar que o conteúdo não se confirme
oficialmente e que prevaleça o diálogo entre os dois países.
“Esperamos que isso não seja efetivo, porque ontem até estava lendo alguma coisa, e não chegou nada oficial, foi só uma postagem de rede social e tal. Enfim, esperamos que a diplomacia aja, que exista entendimento”, pontuou.
O deputado destacou ainda que, mesmo que os impactos diretos para Mato Grosso pareçam limitados em um primeiro momento, os reflexos podem ser graves para o país como um todo.
“A gente pode pensar muitas vezes que não vai prejudicar muito o nosso Estado, mas acaba prejudicando o nosso país, e isso é muito ruim”, alertou.
Ele defendeu que o Brasil reaja com firmeza, mas mantendo o caminho da negociação.
“Agora, não podemos baixar a cabeça. Os Estados Unidos não podem achar que podem mandar no Brasil como se a gente fosse uma colônia. Longe disso. Pelo contrário. A gente tem que se impor, lógico, através do diálogo, da conversação, da negociação, para que não haja prejuízo para o nosso trabalhador, para a geração de empregos e para a venda dos nossos produtos”, comentou.
(Olhar Direto)






