Como o fogo na catedral de Notre-Dame revelou várias obras artísticas históricas

Mais de mil fragmentos de obras de arte históricas foram encontrados sob a catedral de Notre-Dame, em Paris. Após incêndio em 2019 e cinco anos de escavações arqueológicas, o edifício francês reabriu suas portas ao público no último domingo (8).
A equipe do Instituto Nacional de Pesquisas Arqueológicas Preventivas foi autorizada a escavar 40 centímetros abaixo do piso – o que foi suficiente para descobrir não apenas 1.035 fragmentos de obras de arte e diversos artefatos, mas também informações sobre a construção da catedral na Idade Média.
Ainda, o número de cem sepulturas achadas no local elevou o total de artefatos do tipo já encontrados em Notre-Dame para 500.
Muitos caixões e ossos espalhados no lugar ainda permanecem sem identificação, mas um sarcófago de chumbo que pode ter pertencido ao poeta Joachim du Bellay é um dos destaques. Também foram desenterradas estátuas de calcário de cabeças e torsos em tamanho real, incluindo uma da imagem de Cristo.
Com relação à arquitetura, foi achado um biombo do século 13 que costumava separar o coro e o santuário da visão do público. Já as vigas carbonizadas permitiram entender como a catedral foi construída a partir de 1163.
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Na Idade Média, carvalhos centenários com quase 15 metros de comprimento foram moldados com um machado e suas toras unidas com cordas para serem transportadas no rio Sena até o local da construção.
Os pilares da catedral são conectados por vigas extensas para distribuir o peso do edifício, e grampos de ferro achados no local indicam que Notre-Dame foi a primeira catedral gótica a usar ferro como material de construção.
(Por Redação Galileu)






