Pesquisadora fica presa por 7h em torre medieval — e escapa usando maquiagem

A pesquisadora Krisztina Ilko, de 33 anos, ficou presa por 7 horas no banheiro de uma torre medieval na Inglaterra. A especialista em História relatou os apuros que passou na rede social X, antigo Twitter, no dia 23 de fevereiro.
A torre medieval em que ela ficou presa foi a casa de Erasmo de Roterdão, um famoso teólogo e filósofo do século 16. A pesquisadora não estava lá a passeio: ela mora em um dos quartos do local, que é uma acomodação da Queens’ College, da Universidade de Cambridge.
Por coincidência, Ilko estuda justamente o período medieval. Ela fez mestrado em Estudos Medievais na Central European University e doutorado em História da Arte na Pembroke College, de Cambridge. Como acadêmica da Queens’ College, a estudiosa conduz um projeto de pesquisa associando o xadrez e a Idade Média, segundo consta no site da faculdade.
De acordo com o The Telegraph, Ilko acredita que a fechadura do banheiro da torre foi quebrada por um encanador que havia ido consertar o chuveiro. No entanto, ela não sabia que algo estava errado, entrou no banheiro e acabou ficando presa dentro do cômodo.
O incidente aconteceu em uma quinta-feira. Ilko ficou preocupada porque não conseguia abrir a porta e os quartos da torre só seriam limpos na segunda-feira. “Eu estava tentando lembrar quanto tempo uma pessoa pode sobreviver apenas com água”, ela disse aoThe Telegraph.
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A mulher ficou, inclusive, com medo de morrer. “Às vezes, quando eu ouço sons por aqui, brinco que é o fantasma de Erasmo. Aí eu pensei que fosse me juntar a ele e virar uma lenda de Cambridge”, brincou.
Ilko tentou escapar batendo os próprios ombros e até a cabeça do chuveiro na porta. A pesquisadora também gritou por ajuda, mas ninguém apareceu. Após 7 horas, ela decidiu recorrer a um lápis de olho e a um “cotonete”.
Ela colocou o lápis no buraco da fechadura, com o objetivo de empurrar o trinco do outro lado da porta, e utilizou o “cotonete” como gancho.
Em seu perfil no X, a mulher explicou que o encanador quebrou a fechadura do banheiro e esqueceu de avisá-la. “Entrei e fiquei trancada. A porta é de madeira maciça e não quebrava”, relatou a pesquisadora, acrescentando que acreditava que ficaria naquele lugar por dias, já que ninguém conseguia ouvi-la.
Para seu alívio, Ilko abriu a porta manualmente com seus apetrechos de maquiagem. “Eu fiquei realmente feliz e também um pouco orgulhosa por ter conseguido utilizar minha inteligência para sair. Fiquei absolutamente aliviada”, afirmou ao The Telegraph.
(Redação Galileu)






